
Severina contratou dois homens para matar o pai, Severino Pedro de Andrade, no dia 15 de novembro de 2005. A decisão foi tomada após ele tentar estuprar uma de suas filhas, que na época tinha 11 anos. Indiciada, ela chegou a ficar presa por um ano e seis dias, mas acabou aguardando o julgamento em liberdade. Os cinco filhos de Severina que sobreviveram acompanharam o julgamento no Fórum Thomaz de Aquino no Recife e viram a mãe ser inocentada perante à justiça.
Para a advogada de defesa, Pollyana Queizoz, a justiça finalmente foi feita. "A expectativa antes do julgamento era de que poderia sair qualquer resultado, mas felizmente a justiça foi feita e a Severina foi absolvida", disse.
O caso é emblemático, pois apesar de ter se organizado apra matar o próprio pai, a ré tinha ao seu lado o fato de não existir nenhuma pena maior do que os longos anos de abuso sexual aos quais ela foi submetida, tanto que o promotor do caso, José Edivaldo da Silva, decidiu por não pedir a condenação.
"É a primeira vez que vejo um caso desses, mas é a evolução do direito da mulher. A sociedade é solidária à Severina, pois ela já foi punida a vida toda por isso. O Estado nunca olhou para a Severina, hoje foi a primeira vez, mas pode ter certeza de que existem muitas outras iguais a ela por aí", analisou a advogada de defesa.
Sobre o resultado do julgamento, Severina apenas agradeceu à Deus a oportunidade de poder estar ao lado de seus filhos. "Graças a Deus hoje eu estou ótima e meus filhos estão perto de mim. Eu esperava tanto ser inocentada como ir para a cadeia, mas entreguei nas mãos e Deus e estava preparada para qualquer resultado", disse.
Para a advogada, agora é o momento de Severina construir uma nova vida. "É uma nova etapa para ela com certeza, pois agora ela sabe que não vai mais ser julgada por nada e que não deve nada para ninguém. Hoje ela acabou de tirar um peso enorme das costas", concluiu.
Fonte : Terra|Pátio Gospel Noticias
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